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Mil sorrisos.

  • Lucas Jasper
  • 16 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Imagem: Internet.


Não se preocupe e seja feliz. Essa é a frase da música que está tocando. Pessoas de diversas idades e Camila estão aqui onde estou. E estou aqui novamente pensando como esses últimos dois anos foram incríveis. Não que antes disso não tenham sido, mas esses últimos dois realmente foram fora da média. Literalmente fora. Fora de toda e qualquer zona de conforto, dias e mais dias de aprendizados ininterruptos, e mais, sorrisos.


Sorrir nos faz mais fortes. Nos faz mais completos e transparentes. Sorrindo é quando nos revelamos mais humanos. Chorando também, claro, mas sorrir é alcançar a quintessência no tempo de um reflexo.


Quando penso nesses últimos dois anos penso nos momentos que sorrimos. A sós, junto aos amigos, aos novos amigos, distantes e juntos da família. E quando tudo pareceu mais escuro, triste e duvidoso, outro dia amanheceu claro e límpido, e assim sorrimos de alívio e rimos dos momentos de "desespero" advindos dos circunstâncias difíceis. Assim foi, sorrindo, que passamos os últimos dois anos. De um deles, não me recordo qual, nasceu nosso site e toda essa ideia de compartilhamento. Compartilhando sorrisos, sorrimos e nasceu nosso querido projeto. Ele parece que sorriu de volta. Assim como todos que estiveram e estão conosco.


Não que os tempos difíceis não voltarão, de certa forma eles nunca se vão. Nada é pleno e eternamente continuo. Nada se faz tão presente que toma conta de tudo. Nem a alegria nem a tristeza, mas de um modo ou do outro sempre acabamos sorrindo. Há um filme que diz: quando a morte te sorrir, resta a você sorrir de volta. Não espere pela morte. Sorria de dia e de noite e sempre haverá alguém para sorrir de volta. Sorrir contagia, aproxima e até revoluciona. O ato de sorrir é tão poderoso que de vez em quando alguém chora ao sorrir. O sorriso faz isso, transforma o símbolo da tristeza num paradoxo para expressar uma genuina emoção. Sorrir é genuinamente humano.


Sorrisos só verdadeiros, pois não há sorriso falso. Aquilo que alguém faz pode ser tudo, menos sorriso. Há algo ali, no canto da boca, nos olhos, numa parte da face que mostra que aquilo pareceu sorriso, mas jamais o foi. Sorrir pode vir da esperança no futuro, do momento em que si está e até de uma lembrança que vem a mente de algo engraçado que se viveu. Mas sorriso falso, de fato, não existe.


Sorrir alimenta almas, transforma um dia, levanta uma pessoa, dilacera qualquer sentimento ruim. Um bebê, uma criança sorri, um jovem sorri, um adulto sorri, um idoso sorri. É da vida, dá vida, oferece e recebe uma oferta de sentimento bom. Para um palhaço sorrir é ofício, mas não há piada boa que não faça até mesmo o palhaço sorrir. Ele pode até disfarçar, mas de certa forma sorri através das pessoas que o assiste viver de alimentar almas.


Sorrir é a pura arte de se deixar levar ou ser levado. Não há receita, é o dom para quem faz sorrir e uma dádiva para quem sorri.


Talvez tudo pareça um pouco mais escuro nos últimos tempos, mas "a noite é mais escura antes de amanhecer". Precisamos, voltar a sorrir, continuar sorrindo e viver para sorrir.

 
 
 
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