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Provador de Cervejas.

  • Lucas Jasper
  • 12 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Longe de mim querer ser um especialista em cerveja. Na verdade falar de cerveja me faz sentir como se estivesse falando de algo que todo mundo já conhece. Em parte é bem isso. Cerveja deve ser a bebida mais consumida no mundo, e isso faz dela um assunto cotidiano.


Cada dia sai uma pesquisa interessante, outras não, dos benefícios e dos malefícios da cerveja na vida das pessoas. Conheço gente que bebe cerveja como quem bebe água, e tantos outros que bebem socialmente e alguns que quase nunca ou nunca bebem. Quanto a mim, penso que sou um provador de cervejas. Só isso, não um degustador, ou um especialista como já falei. Eu sou um provador de cerveja.


Na minha adolescência me recordo de nem gostar muito. Achava amargo e ás vezes quente demais, ou pouco fria melhor dizendo. Mas de um tempo para cá coloquei em prática o hábito de experimentar cerveja. A prática é simples. Beba a cerveja que há a sua disposição. Sem grife, propaganda ou preferência. Peça um copo, taça, pint e beba. Aos especialistas o conhecimento específico, aos adoradores de marcas, suas preferências. A mim, a experimentação pura e simples.



Desde que o We Upp começou, bebi diversas marcas, de inúmeras formas. De geladas até mesmo quase naturais. Deixei os rótulos “beba estupidamente gelada” para trás, afinal quantas vezes se bebe uma cerveja em tal grau de “plenitude”? Ok, deixemos também para trás a discussão sobre a busca eterna pelo inalcançável e falemos de cerveja. A minha adolescência ficou para trás, assim como minha análise de “não gosto por que é amargo”, segui em frente e hoje posso dizer que bebo qualquer cerveja, repetindo, estando ela ao natural ou geladíssima. Sento, olho o cardápio, escolho uma e bebo. Às vezes nem cardápio há e o local só tem uma marca. Melhor, não me preocupo em escolher. Obviamente não estou desvalorizando a arte do saber sobre cerveja, nem o prazer de beber a cerveja gelada. Mas me refiro a experimentar.


Uma vez uma amiga me viu bebendo uma cerveja que ela jamais havia visto. Na real já havia visto, mas por não conhecer nunca havia provado. Então me perguntou se eu gostava da tal cerveja. De pronto respondi que era nova para mim também que inclusive não estava gostando. Ainda mais espantada me perguntou por que eu fazia isso (experimentar sem saber se iria gosta). Brincando falei que experimentar o novo consiste nisso. Se arriscar. Afinal não estamos arriscando vidas, estamos bebendo cerveja. E quando não gosto, faço o quê? Peço outra. Sou rico e por isso bebo várias cervejas? Não, sou normal e bebo duas (uma nova e uma que já conheço e gosto) e nisso só bebo duas ou três.


Não sou de beber além do limite, nem de beber todos os dias ou semanas. E aqui não vai nenhuma opinião politicamente correta. É só mesmo meu jeito de beber. Nessa aventura de ser um provador de cerveja já bebi mais de uma centena de marcas e tipos diferentes. Na real é bem divertido.


Qual a pior cerveja que já bebi? Não lembro. Qual a melhor? A próxima. Um brinde.




 
 
 
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