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Comida da Mongólia.

  • Camila & Lucas Jasper
  • 4 de nov. de 2015
  • 3 min de leitura

Nesse dia a vontade de comer carne estava maior do que qualquer outra coisa. Já havíamos passado por diversos restaurantes e nada nos chamou a atenção. Sabemos que carne não é uma das iguarias principais do cardápio irlandês, porém na cidade têm-se culinárias de diversos lugares. E foi justamente por ter essa informação que não desistimos de procurar. Olhamos rua acima, rua abaixo e eis que nos deparamos com um restaurante de cozinha da Mongólia. Na sua faixada estava escrito: “Barbeccue” (churrasco). Essa palavra nos animou bastante e despertou nossa curiosidade em conhecer como seria o churrasco da Mongólia.


Claro que quando se diz: Churrasco, logo o que nos vem à cabeça é? Carne, carne e mais carne. Tudo na brasa! Claro que não esperávamos por isso. Mas o buffet era do tipo “all you can eat” (tudo que você consiga comer). Com fome, essa era a pedida.


Normalmente esse tipo de buffet que “você aguentar comer”, não proporciona ao cliente qualidade, ou melhor, não oferece uma experiência de comer baseada na qualidade extrema e a risca do que é servido no país de origem.


Porém, o que nos chamou ao local foi a atmosfera que o restaurante tem. De fato nunca estivemos na Mongólia, e provavelmente a comida de lá é a referencia de “veracidade” da gastronomia. E isso serve para qualquer restaurante temático. É quase impossível reproduzir a mesma comida de um país sem estar nele. Isso por que para produzir o prato “idêntico”, você precisará de ingredientes idênticos, e isso em muitos países é quase impossível de se adquirir. A gente brinca com isso dizendo: Se você quer comida japonesa de verdade vá ao Japão, mas já que não é tão fácil assim dá para se deliciar sendo feliz onde você está.


Análise a parte, decidimos apreciar a novidade. O restaurante é bem aconchegante, simples e num formato diferente. A grande diferença estava no seu buffet. Isso, mesmo, um buffet e nada de comida a la carte. É neste buffet onde o cliente escolhe tudo que quer comer, inclusive a carne. São duas fileiras de estufa para você ir montando seu próprio prato, passando por arroz e macarrão mongóis, vegetais, pimentas e temperos, e em seguida leva para um cozinheiro fritar na chapa (nada de brasa).


Pegando tudo que você escolheu e pôs numa tigela, ele mistura todos os ingredientes, inclusive molhos e temperos, e tudo é frito numa grande chapa (sem óleo ou coisa parecida, apenas caldo e molhos). Tudo isso acontece sob sua supervisão, ou seja, o cliente fica na bancada aguardando o cozimento do seu prato. Mas ele faz isso com duas longas varas de madeira. Mexe e vira sua comida como quem prepara uma comida de rua.


A variedade é grande de temperos e molhos. O cliente pode escolher uma carne, um frango ou peixe e assim completar com os acompanhamentos. Ervilha, macarrão, tomate, cebola, cenoura, folhas, azeitona, dentre outros.


Outro fato curioso é que no momento que você senta-se a mesa, é colocada uma vasilha com arroz. Isso mesmo. Somente o arroz para que você aprecie a vontade. Rashis semelhantes aos de outros restaurantes asiáticos são seus talheres tradicionais (mas querendo pode usar os talheres ocidentais sem problemas).


Para acompanhar nossos pratos (impossível comer só uma vez), pedimos cerveja! A comida tende a ser picante então cerveja pareceu a pedida ideal. Porém refrigerante também vai bem. Pedimos duas para experimentar. Tsingtao é uma cerveja pilsen leve, como o nome sugere não é mongol, e sim chinesa, não havia nada da Mongólia em matéria de cerveja. A cerveja não era nada diferente das pilsens que se acha em qualquer bar, mas só por ser asiática decidimos por ela.


Resumindo a experiência de apreciar um pouquinho da Mongólia sem ir a Ásia foi muito boa! Repetindo. Nunca fomos a Mongólia, mas se a comida de lá for como a que comemos no restaurante Mongolian Barbecue em Dublin, precisamos ir a Ásia urgente!

 
 
 
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