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Presente (de) amigos, amigos presentes.

  • Lucas Jasper.
  • 26 de out. de 2015
  • 2 min de leitura

Imagem: Internet.​

Da vida colecionamos lembranças. Acho que alguém disse isso e a frase ficou na minha cabeça. Deve ter sido alguém famoso, por que se fosse um amigo (não famoso) certamente eu lembraria.

Seja lá de quem for a frase essa pessoa me faz acreditar que ela pode não ter tido um mar de amigos, mas uma oceano de lembranças. São 8:34 da manhã e está realmente frio aqui onde estou. Normalmente o frio não me inspira a escrever, mas são as memórias que aquecem essas palavras.


Obviamente não me ouso a citar nomes, mas falo de amigos em um contexto mais amplo, amigos originalmente amigos e amigos irmãos/irmãs, primos/primas, namorado/namorada, marido/mulher, pais e filhos, e até pessoas e animais de estimação. Falo de amigos de maneira geral e específica, e penso em lembranças.

Nós caminhamos pelo mundo e vamos ficando na memória das pessoas e elas nas nossas. Como uma centelha de milagre ninguém está sozinho ou é invisível. Haverá sempre alguém para lembrar-se de outro alguém. Eu tenho uma coleção de presentes, alguns lindos, outros estranhos, pequenos, grandes, baratos, caros, mas todos tem algo em comum. Um valor inestimável, quem ele me faz lembrar. Cada um representa alguém, ou mais de uma pessoa, um momento ou uma época, e neles estão contidos os minutos, meses e até anos de relação. Eles são a memória de nossas vidas, que parecem ficar ali para serem vistos e assim ajudar o nosso coração a bater um pouquinho diferente por alguns instantes.


Minha vida é também composta de encontros e despedidas. Essa frase é minha, e tenho-a para muitos momentos em que me vejo longe de alguém. Durante toda minha vida, minhas amizades foram e voltaram sem que eu pudesse lutar contra os momentos de falta. Aprendi a respeitar o tempo e ele me fez ver que se eu deixar com ele pessoas irão e voltarão de tempos em tempos. Penso às vezes em despedidas e reencontros quando olho a coleção de presentes que me foi dado. Eles estão lá no pequeno museu que criamos em nossa casa. Mas ali está só a metade do museu, por que a outra metade está onde deve estar, na mão dos que dei presentes, ou melhor, memórias.


Claro que alguns não duram para sempre, assim como amizades e relacionamento. Mas penso que as memórias também são assim, às vezes falhas, mas na maioria das vezes vívidas. Todo mundo é um livro de história, com seus capítulos, desdobramentos, reviravoltas, causas e consequências. Inícios, meios e fins.


Agradeço eternamente a cada um que se permitiu estar comigo em algum momento. Com uns errei, mas penso que com a maioria acertei, e talvez por isso nos lembramos mutuamente. Sei que não preciso dizer, mas os presentes não são mais importantes que os amigos, e que o valor financeiro pouco importa, mas preciso dizer (ou repetir) que memórias não têm preço. Essa frase não é minha, mas ouvi um amigo me dizer uma vez.


 
 
 
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