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Texto: Dún Laoghaire Pier.

  • Lucas Jasper.
  • 16 de set. de 2015
  • 3 min de leitura

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Dia de sol na Irlanda não é algo que se vê todo dia. Despretensiosamente decidimos sair, dar uma volta, ver Dublin num dia de feriado. Ficamos pensando o que fazer, aonde ir, o que comer. Nada de mais. Mas o sol, ele mesmo, o sol, tão raro por aqui mesmo no verão, que parecia nos convidar para algo além. E foi assim, no estalo, como se diz, que resolvemos ir para um lugar novo, um lugar que a muito tempo meu irmão que mora no Brasil me ”indicou”. Sendo assim pensamos em Dún Laoghaire (fala-se: Dunlirou), mais precisamente no Dún Laoghaire Pier, a marina de Dublin. Do centro são poucos minutos de viagem, seja de carro, ônibus, barco ou trem. Preferimos trem. Sempre iremos preferir trem. Quando chegamos, já era início de tarde, o que só prova que não planejamos nada. Simplesmente pegamos o trem e fomos apreciando as paisagens. Hora em um trecho contemplávamos o mar, em outros parques, e em outro simplesmente as casas. Casas que são muito originais com suas portas coloridas, geralmente com dois andares e coladas umas nas outras. Brincamos que isso é por conta do frio, fica uma juntinha da outra. E assim fomos sem pressa de chegar, mas ansiosos em conhecer o tão famoso píer.


Descemos na estação de próprio nome e caminhamos para o lugar. Como em quase todos os lugares, as estações são muito bem localizadas, e deixa você muito próximo dos locais principais. E com Dún Loaghaire não foi diferente. Ao sair da estação já avistamos aquele mar lindo. O dia estava tão radiante que chegava a confundir o azul do céu com o do mar. O sol brilhava tão forte que refletia sua imensidão no mar. Simplesmente um dia encantador.


De longe pudemos avistar alguns pontos principais onde dava acesso ao mar, ao farol ou aos quiosques de lanches. Fomos lentamente admirando a paisagem, as famílias ( que aqui são bem numerosas, cheias de seus “megas” carrinhos de bebes), a alegria dos cachorros passeando e aproveitando o dia, as pessoas pescando( e podemos ver pessoas de todas as idades. Crianças, jovens, idosos), os passeios de barco, os comerciantes de sorvete, Fish and Chips (Peixe frito e batata frita), muito consumido aqui na Irlanda, enfim, estávamos sentindo o pier como de fato é, sinceramente único.


Lá você pode simplesmente caminhar, andar de bicicleta, patins, skate, e até fazer um percurso de barco. Isso mesmo. Existem alguns passeios com diversas rotas para você aproveitar ainda mais o seu dia. Porém, como falamos a nossa ida ao píer foi sem programação e por isso não tivemos a oportunidade de realizar essa aventura.


Mas a cada passo queríamos mais e mais daquele lugar. Como no verão os dias são mais longos, escurecendo até as 22:00 horas, chegar de tarde para nós não foi um problema, pois ainda tínhamos a tarde e noite para desfrutar dos encantos de Dún Loaghaire.


Depois de apreciar tanta beleza, sentir aquele calor do sol que é amenizado pelo vento que nos refresca e assanha nosso cabelo, fomos para mais uma experiência. A de ficar sentado simplesmente conversando, degustando um drinque e apreciando toda essa paisagem. No ambiente que queríamos não tinha mais lugares, o que para nós não foi um problema, nem para outras pessoas, que assim como nós queríamos ficar naquele encantador espaço. Um hotel, de frente para o píer, que disponibilizava no seu jardim uma parte de seus serviços de bar. Diante da falta de lugar, nós aproveitamos a oportunidade e nos acomodamos na bela grama. Não fomos os primeiros, mas vimos ali chance de estar mais próximos da cultura europeia de aproveitar os jardins. Sentamos e ficamos conversando sobre a vida, admirando o sol, o mar, o vento, as pessoas e ao mesmo tempo reflexivos com nossos pensamentos.


Acreditamos que, de todo lugar, deixamos um pouco de nós, ao mesmo tempo em que levamos um monte de lembranças e sensações. De lá, pensamos ter deixado nossa vontade de viver, ao passo que colocamos na nossa “bagagem” as lembranças, as fotos, o gosto das comidas e, sobretudo as pessoas. Pessoas que fazem todo lugar ficar ainda mais encantador, com um simples “Hello” ou com um carinhoso e acolhedor sorriso.



 
 
 
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