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Texto: O que queremos?

  • Camila Jasper
  • 24 de ago. de 2015
  • 3 min de leitura

Fotografia: Lucas Jasper.

Nossa!!!! Como é difícil pensar nisso. O que queremos? São tantas coisas que nos vem na mente e ficamos confusos. O que queremos para nós. O que queremos para nossa família. O que queremos para nossos amigos. O que queremos para nosso país, para o lugar que vivemos e para o mundo. Então pensei que é muita coisa a pensar ao mesmo tempo. E preferi hoje falar simplesmente do que queremos para nós. Por que de forma indireta abrangeremos um pouco de tudo, já que somos parte desse todo.


Crescemos e vamos aprendendo ao longo da nossa vida o que é certo e errado, bom e ruim, possível e impossível, e do que de fato é necessário ou talvez importante para nossas vidas. Nossa família, o primeiro núcleo de socialização, é que nos dá esse norte. Depois vem a escola, faculdade, e/ou outros caminhos que cada um segue. Somos orientados desde pequenos a pensar o que seremos quando crescer, quando mal sabemos quem somos. Aos poucos vamos abrindo os olhos para o mundo. Nos descobrindo, descobrindo o outro, descobrindo o mundo. A idade ou a fase da vida que isso acontece não sabemos precisar, pois como somos diferentes, cada um tem seu tempo, sua hora. Isso de fato não é o mais importante, mas sim o momento em que você passa a ver o mundo, as pessoas e a se ver nesse mundo com as pessoas. Talvez seja nesse momento que começamos a pensar do que gostamos, e o que queremos.


O nosso querer em relação aos bens materiais sempre vão existir. E aí me lembro do texto, A consumição, da nossa amiga Mariana Silva. Reflito sobre suas palavras, seus pensamentos. Concordo com ela. Mas sei que também precisamos consumir. Um consumo consciente quando assim se fizer necessário consumir. Pois nosso celular vai ficar velho e não responderá aos nossos comandos, nossa roupa não dará para vestir por que danificou ou simplesmente por que queremos a da moda, enfim, ao longo do tempo vamos trocando conscientemente nossos bens de consumo. Isso é fácil. Basta nosso trabalho.


Queremos também aquela viagem dos nossos sonhos. Férias no lugar que sempre vimos nos filmes ou porque inconscientemente temos uma ligação inexplicável com tudo que está naquele lugar. Passamos muitas vezes metade da vida pensando como será a cidade, as ruas, os mercados, as lojas, a comida, o clima e principalmente as pessoas. E quando conseguimos concretizar esse desejo, esse sonho, esse querer, é uma emoção tão grande que não temos como explicar.


Queremos tantas coisas para nós, mas também queremos tantas outras para quem amamos que em um determinado momento todos os quereres se misturam e não sabemos mais o que é seu, nosso, ou do outro.


Entretanto, penso que o querer mais difícil, é aquele que não depende de nós, não depende dos nossos esforços, tão pouco da nossa vontade. Sim, esse é o mais complexo! Aquela pessoa, amigo (a) da família que te ignora. Mesmo você sabendo que aparentemente não existe um porquê e não há nada que se possa fazer. Aquele irmão (ã) que vive em conflito e tudo o que você mais quer é (con) viver em paz. Aquele amor que você pensou te esperar a vida inteira e hoje não é mais seu. Aquele colo e cafuné de seus avós que hoje não temos mais por quê eles já nos deram adeus. É, continuo pensando quantas coisas queremos. De qualquer jeito, mesmo que demore continuamos querendo.


Continuaremos refletindo sobre nossos quereres. Todos os dias pensaremos. Talvez uns dias mais, outros dias menos. Porém o que percebo das reflexões de hoje é que tem querer que trabalhando conseguimos, outros teremos no nosso dia-a-dia e outros, talvez os mais difíceis, que terão hora marcada, talvez tenhamos ou não. É inderterminado. Não temos como saber. Acredito que antes de qualquer coisa é necessário atenção, pois se você estiver distraído poderá perder não só o tempo, mas principalmente, aquilo que tanto quer.


 
 
 
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