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Um ano. Bodas de Papel.

  • Lucas Jasper
  • 13 de ago. de 2015
  • 2 min de leitura

Fotografia: Lucas Jasper.

O primeiro ano do resto de nossas vidas. Há 365 dias resolvemos dar o famoso passo adiante. Em verdade foi antes, mas o marco precisava ser posto, e foi. Há 12 meses começamos o primeiro de todos os anos de nossas vidas. Duas vidas que agora são uma só. Casamos.


Nossa! Como passa rápido. Não tinhamos um plano, não arquitetamos como seria. Simplesmente apostamos no desconhecido.


Uma amizade de tantos anos, uma amizade vigilante talvez. Daquelas que não tem dia a dia, mas tem os olhos que se procuram através de notícias um do outro. Uma amizade mesmo, pura, despretenciosa, que fez seu papel. Nos manter próximos. Assim foi. Ainda hoje assim é. Nos reencontramos, namoramos com naturalidade, e nos casamos com a certeza de que era sobre a linha do destino que estávamos caminhando.


Quando tudo podia parecer normal vieram as aventuras - todas elas - as viagens, as dúvidas, a fé, a força e o além das nossas imaginações. Caímos no mundo. Esse lugar imenso, surreal-real de sensações ilimitadas. Amigos, namorados, casados, família.


Somos uma família de dois membros, uma "empreitada pequena, mas com grande potencial". A família que criamos, uma família eu-você. Você ganhou outra mãe, a minha. Ganhei outro pai e outra mãe, os seus. Ganhei uma irmã, a sua. Você ganhou irmãos, os meus. Ops! Desculpa, não foi por mal, são os que tenho. Risos. Ganhamos amigos, dividimos amigos, crescemos além das próprias fronteiras.


Tivemos um filho, o tal de We Upp, aquele que nos dá trabalho, que não nos deixa dormir, onde erramos e acertamos querendo fazer melhor, aquele ao qual damos tudo. Amamos ele, temos orgulho dele. Nossa janela de volta para o mundo. O vemos crescer a seu tempo.


Ah, o tempo! Ele já não corre mais, ele voa, traz com ele tudo que precisa, deve, e amavelmente necessita acontecer. Acontece todos os dias. Nos trouxe no primeiro ano uma nova rotina, um ano de absolutas e indescritíveis experiências, oportunidades, emoções. Abrimos tantas janelas para o mundo, vemos a televisão da vida em cores vivas e imagens absurdamente bem definidas.


Andamos hoje juntos deixando um traço na vida, na existência, fazendo nossa história. Vivendo o hoje, com certezas do passado e incertezas do amanhã. Com frio na barriga mas sem medo do imponderável. Fazendo, desfazendo e refazendo planos mis. Sendo singular e plural. Sendo indivíduo e casal. Sendo surpreendentes, sendo clichês. Vivendo o inesperado e vivendo o óbvio. Cada dia, a cada dia, uma dia a mais, sendo mais.


Lutamos por nossos sonhos, os individuais e os em conjunto, vivemos o nosso sonho e buscamos sonhos novos. É meu amor, esse é o ano que parece dez, cem, uma vida.


De antes do café da manhã, passando pelo almoço e chegando ao jantar. Noites de sono, noites sem sono. Tropeçando em problemas e se segurando em soluções. Longe de ser perfeito, esse é o nosso dom. Viver vivendo. Ser sendo, amar amando. Sem outra forma ou algo a dizer. Eu te amo.

 
 
 
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