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Texto: Belfast, Irlanda do Norte. Reino Unido.

  • Lucas Jasper
  • 6 de ago. de 2015
  • 4 min de leitura

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A princípio Belfast não estava em nossos planos. A ideia do final de semana era ir ao mundialmente famoso Giant's Causeway no extremo norte da Irlanda do Norte, no Reino Unido.

Como era feriado na segunda-feira e de sábado para domingo não achamos um hotel para ficar (e procuramos muito) decidimos somente ir e ficar domingo em Belfast e segunda pela manhã cedo iríamos conhecer o Giant's Causeway.


Pegamos o ônibus em Dublin, na Irlanda, e seguimos em direção ao norte, não distantes ficam as duas capitais europeias (165 km). Você pode ir de carro, ônibus ou trem, a quem vá de bicicleta mas deixemos isso para semi e profissionais do ciclismo.


Após pouco mais de uma hora de viagem cruzamos a fronteira entre as duas Irlandas. Oficialmente a fronteira entre a União Europeia e o Reino Unido. Antigamente as Irlandas eram um país único chamado Irlanda, e já fez parte do Reino Unido liderado pela Inglaterra, porém depois de anos de conflitos a Irlanda se separou do reino e a Irlanda do Norte decidiu permanecer, assim se formaram as duas Irlandas. Curiosamente esses dois países dividem a mesma ilha apelidada de a Ilha da Esmeralda. E por que esse apelido? Ah! Fica para outra oportunidade.

Enfim, apesar de cruzar a fronteira entre as Irlandas (União Europeia e Reino Unido automaticamente), na prática não acontece nada, você simplesmente passa por uma placa. A mão inglesa é usada nos dois países, logo isso não muda nada em sua viagem. Só citamos mesmo para fazer esse brevíssimo histórico e para sentir a deliciosa sensação de romper fronteiras.


Fronteira passada, quase uma hora depois chegamos a Belfast. A cidade em si não é grande, com população em torno de 275 mil pessoas, e cerca de 750 mil na área da grande Belfast. Ela é uma cidade que não foge aos padrões europeus, muito bem sinalizada. Você facilmente se ambienta e nem mesmo a barreira da língua (para quem não fala inglês) te atrapalha. Tanto a rede de ônibus quanto a de metrô é bem ampla, e existem diferentes tipos de táxi, o comum e o de turismo que falaremos um pouco depois. Você consegue conhecer muitos lugares da cidade simplesmente andando, isso é muito bom por que se quiser pode dispensar os transportes públicos ou aluguel de carro.


Tínhamos dois lugares em Belfast que queríamos conhecer. O museu do Titanic, ponto obrigatório, e o St. George's Market, devido a nossa paixão por mercados públicos. Falaremos de ambos em nossos próximos textos.


Para conhecer a cidade de uma maneira rápida e diferente, resolvemos usar os ônibus Sightseeing, esses ônibus de turismo que para nos principais pontos turísticos da cidade. Como você não fica preso ao ônibus como em excursões, basta pagar o valor de um dia de uso, os preços variam por empresa mas ficam mais ou menos: adultos 12,50; estudantes 10,50 e crianças acima de 10 anos 6,00 libras. Sim, apesar de ficar na mesma ilha da Irlanda (União Europeia), a Irlanda do Norte usa libras esterlinas, moeda oficial do Reino Unido, e um pouco mais valorizada que o Euro (vale ver a cotação no câmbio). Mas voltando ao ônibus, com ele você faz seu próprio cronograma de viagem (dentro do roteiro de paradas pré-estabelecidas), e sempre que quiser mudar de um lugar para o outro é só pegar o próximo ônibus. Outra vantagem é o guia turístico que vai falando da cidade e te ambientando ainda mais. Infelizmente, apesar de ser verão na Europa, e por isso os dias serem bem mais longos, os ônibus não acompanham a jornada diária do sol e só funcionam até às 16:30. Ou seja, foi útil, mas poderia ter sido melhor. Ainda assim sai mais barato do que se deslocar de táxi, mais confortável que o metrô e mais prático do que ficar buscando e pagando lugares para estacionar.


Conhecemos, além do Museu do Titanic e o St. George's Market, a Catedral de St. Anne's, o Shopping Victoria Square, que possuem uma belíssimo domo de vidro de onde se pode ver a cidade de cima, o Big Fish, um grande monumento de um peixe salmão decorado com azulejos onde estão impressas várias imagens históricas da Irlanda do Norte. Outro ponto turístico que visitamos foi o Albert Clock (Relógio em forma de torre) localizado na Praça da Rainha no centro da cidade. Estando em Belfast você provavelmente irá atravessar as famosas pontes sobre o rio Lagan que corta a cidade ao meio.


Como não poderia faltar, fomos ao The Crown, belíssimo e tradicional pub (bar) irlandês. Ele é um dos mais belos pubs que já estivemos. Bar no térreo e restaurante no primeiro andar, todo feito de madeira e vidro, com uma infinidade de vitrais por todas as paredes. Ficamos lá esperando o ônibus de retorno a Dublin, ja que o The Crown fica do outro lado da rua em relação a rodoviária. Ah! Para variar, as pints (copos de cerveja) e a comida foram aprovadas.


Todos os lugares que fomos em Belfast nos agradaram muito. Pensamos que é uma cidade que uma pessoa conhece, turisticamente falando, em dois dias e duas noites, ainda mais no verão. Uma coisa que realmente queríamos ter feito era pegar os tais táxis turísticos, que levam você aos principais murais da cidade. Vimos muitos, muitos mesmo, cada um deles conta uma história, simboliza algo e todos representam e embelezam a cidade. Belfast de certo modo ainda é uma cidade dividida entre Católicos e Protestantes, existem partes da cidade que um lado da rua é de uma religião e o outro é da outra. Incrível saber também que a noite existem lugares onde se fecham os portões, e uma vez fechados não se pode mais passar, somente no outro dia pela manhã. Sim, estranho.


Um dia voltaremos para assim poder fazer outras coisas que não pudemos, mas que certamente faremos quando voltarmos! Mas precisamos dizer: Belfast foi uma cidade que nos surpreendeu!


 
 
 
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