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Texto: Promessas & Blá Blá Blá. Uma ratoeira para pegar sapos.

  • Rodrigo Martuchi
  • 11 de mai. de 2015
  • 2 min de leitura

Imagem: Internet.

A conversa se inicia normalmente da mesma forma: “Eu te prometo estar sempre aqui”... “Eu te prometo todo meu amor”... “Eu te prometo... prometo... prometo...” Blá blá blá. E parece que sempre acaba com um irônico: “Isso nunca aconteceu” ou “Não era pra ser assim” ou “O problema sou eu e não você”.


Ah! Promessas, promessas e mais promessas. Prometer algo é o compromisso de dar ou fazer alguma coisa. Uma promessa vem em uma simples palavra, que nunca é dita em grande exaltação, para os quatro cantos do mundo ouvir. Elas sempre são enunciadas com uma baixa e doce voz, de uma forma quase imperceptível, um sussurro ao pé do ouvido, para assim, quem sabe, elas não possam ser entendidas e quem as proferiu não tenha que arcar com as consequências. Desta forma somente quem diz e quem ouve deve saber o que foi dito – é melhor não ter testemunhas.


Por isso não acredito em promessas, elas sempre estão ligadas a atos do qual muitas das vezes você é incapaz de concluir. É, prefiro não acreditar em promessas. Melhor crer no que o outro pode chegar um dia a mostrar. “Não me prometa nada, pois nada lhe prometerei”. Não somos donos de ninguém, e tendo isso em mente temos consciência de que sempre seremos cobrados pelo que podemos oferecer, e não por uma projeção profética. Isso é um ato de quem quer tempo para se desculpar ou sair de fininho.


Uma promessa, assim como as palavras, pode ser escrita ou não. Podem ser escritas e firmarem um verdadeiro ato de coragem, ou então ser somente uma fala e se tornar mais uma frase em meio a tantas outras sem alguma importância.


Promessas se remetem a um futuro. Quantas vezes não ouvimos: “Prometo que vou mudar”. “Prometo que desta vez será diferente”. “Prometo não deixar de te amar”. “Prometo nunca mais te bater”? E quantas vezes vemos tais promessas serem cumpridas? Se alguém promete algo, na maioria das vezes, isso acaba virando uma memória póstuma.


Então só há uma grande certeza: ame intensamente, mas não acredite em promessas, isto é incerto demais para se acreditar e servir de apoio. Não creio que valha a pena dar a vida por algo tão incerto. Vivendo você não ficará esperando a conclusão das promessas. E sim, vai vivenciar o que vai além dessa louca profanação.


E quanto às promessas de amor? O que vale mais? Às vezes até pode valer a pena esperar o desfecho de um “Prometo que um dia voltarei”. Mas é um risco grande demais, é uma parte da vida que vai ser consumida dia a dia, e que lá na frente, mesmo com todo o arrependimento, não poderá voltar atrás.


Prometer algo é uma forma de se ganhar tempo, até que os objetivos estejam melhor definidos. Como uma ratoeira sendo usada para pegar sapos – pode ser que funcione, mas provavelmente falhará.

 
 
 
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