Texto: Programar pra quê? Uma aventura no Parque Nacional da Chapada Diamantina.
- Lucas Jasper
- 18 de mar. de 2015
- 4 min de leitura
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A ideia: fugir da cidade grande e fazer o que se apresentasse. Saindo de Salvador tínhamos duas opções, 1º sair de Salvador via sistema Ferry Boat (45 minutos de navio), e depois pegar a estrada até o Parque Nacional da Chapada Diamantina, a 2º Estrada, estrada e mais estrada! Escolhemos a segunda. Dirigir nas estradas do Brasil normalmente não é uma tarefa fácil, mas com cuidado se chega. Após 6 horas de estrada enfim chegamos a Lençóis: O que dizer de Lençóis? A maior cidade do Parque Nacional da Chapada Diamantina é provavelmente a mais preparada para receber turistas, mais estrutura noturna, mais acesso a hotéis, pousadas e hostel. Se você der sorte (caso veja desse modo) pode presenciar algum show que esteja acontecendo no Mercado Cultural, que fica no centro da cidade.
Como chegamos no fim de tarde e não havíamos feito reserva e estando em pleno feriado prolongado, nos restou como primeira atividade achar o lugar para ficar. Achamos! Quase duas horas depois, tudo cheio, sem vagas, até que achamos uma pousada nova, desconhecida indicada por uma recepcionista de um hotel. Simples, mas para nossas pretenções, adequada. Com a noite já estabelecida, a fome também marcou presença, pensamento: Comer comida típica, e isso na Chapada Diamantina é um prato cheio. A pedida: Cortado de Palma (Pratico típico feito da Palma, uma planta nativa da região), farofa de manteiga de garrafa, Godó de Jaca (ensopada de carne de boi com jaca picada), e Vinagrete (tomate cru e cebolas picados). Bebida: Cerveja gelada e aperitivo cachaça da Serra das Almas (Prata e ouro, mas calma uma dose de cada).
Fome saciada, segue o roteiro da noite. Cidade cheia, agitada, muitas opções de bares, gente de toda parte (essencialmente brasileiros), caminhando pelas ruas de pedra de Lençóis nota-se que a cidade ao tempo que parece parada no tempo mostra que luta para se atualizar, se consegue? Não sabemos, mas charme ela tem! Numa praça acontecia uma cinema ao ar livre, telão montado cadeiras por todos os lados, pessoas curtindo o filme brasileiro Gonzaga, de Pai pra Filho. No Mercado Cultural show de bandas locais, ou seja, festa até mais tardar. Curioso é que não estava cheio, talvez por que algumas pessoas que vão para Chapada Diamantina procuram sossego. Enfim cada um sabe o que procura, opção havia.
Manhã do dia seguinte: buscar conhecer o Parque Nacional da Chapada Diamantina. De tantas opções difícil é escolher, após muito pensar, escolhido o roteiro: Gruta Lapa Doce, Rio Mucugezinho, Poço do Diabo e a lagoa da Pratinha tudo isso até o meio da tarde, por que para o fina de tarde e pôr do sol já havia um lugar agendado (mistério para o final!) o “imperdível”.
Como o tempo era curto e os passeios com os guias sabiamente saem cedo, caímos na estrada logo cedo, preferimos ir com um guia por que sem tempo não se pode dar ao luxo de perder os “atalhos”, fora o fato que eles sempre contam histórias, estórias e mentiras mesmos para alimentar ainda mais a experiência. A Chapada Diamantina é realmente um lugar incrível, singular, e revitalizante! A sensação de estar em um lugar que parece intocável, pela humanidade é definitivamente inesquecível, a dimensão da região faz você se sentir pequeno, mas parte de tudo aquilo. Na Pratinha, sentimos o prazer da revitalização e águas claras que acalmam.
Almoçamos e asfalto! Sim, saímos das trilhas de carros e pegamos a estrada rumo ao que mais queríamos, o ápice dessa viagem: O Morro do Pai Inácio! Com seus aproximados 1.120 metros de altitude sua caminhada até o topo é de fácil acesso. Caminhando você consegue ver inúmeros cartões postais, e no topo a imensidão do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Pode melhorar? Sim. Com um pôr do sol que só a imensidão da Chapada Diamantina pode proporcionar!
Todos os lugares que fomos nos marcou de alguma forma, A Gruta Lapa Doce pela surrealidade de estar dentro da terra, ao ponto de ao apagar as luzes ser impossível ver uma fresta de luz. O rio Mucugezinho por nos mostrar a diversidade em cada curva. O Poço do Diabo o senso de aventura ao mesmos tempo que permiti emoções fortes ao que gostam de esportes radicais, permite a calmaria aos banhistas mais tranquilos.
Toda a Chapada Diamantina é assim um desfiladeiro de novas sensações, aventuras, medos e mitos. O caminhar das trilhas te ajuda a pensar, refletir mesmo que superficialmente através das atividades que se podem ser feitas. O Pai Inácio coroa a experiência Chapada Diamantina, sua sensação para nós? Imensidão.
A noite voltamos para Lençóis, bares e restaurantes sempre à espera. Fomos a eles e depois fomos prestigiar o Mercado Cultural, nele mais shows, cultura musical! A noite nos aguardava com sabor de descanso.
Último dia. Por conta própria fomos conhecer o mítico Vale do Capão. Era nosso último dia na Chapada Diamantina e por isso queríamos conhecê-lo, e fomos, a ideia era almoçar lá. Pelo caminho mais inúmeras paisagens, mais montes, morros e montanhas à vista. No Vale do Capão? Calmaria. dizem que na vila é sempre assim, e que as emoções ficam pelas trilhas, cachoeiras e lagoas. Muitas atividades de esportes radicais podem ser realizadas em toda a Chapada Diamantina.
Depois do Vale do Capão, hora de voltar para Salvador. A Chapada Diamantina para nós fisicamente ficaria para trás, foi uma breve visita, mas dentro de nós ela ficaria para sempre. A Chapada Diamantina pode até não lembrar de você, mas você jamais se esquecera dela.
Dicas indiretas.
Onde Gostaria de ter ido: Gruta Azul, Cemitério Bizantino, ver as Pinturas Rupestres, Cachoeira da Fumaça e trilhas no Vale do Capão.
O que gostaria de ter comido: Pastel de Palmito de Jaca (a ideia do almoço no Vale do Capão).
O que gostaria de ter bebido: Tubaína (procura saber) e mais cachaça da Serra das Almas.
Informações:
Distância Percorrida (Trajeto Salvador - Lençóis - Salvador): 834,2 km.
Transporte: Carro.
Tempo Total de Viagem: (3 dias, 2 noites).
Cidades e vilas visitadas: 3 [Lençóis / Palmeiras / Vale do Capão].
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